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segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Mundo Mágico de Escher chega a São Paulo



Escadas e degraus que sobem e descem. Planos que desafiam nosso olhar há décadas… O jogo lúdico que encanta gerações e torna o artista um dos mais populares chega a São Paulo, nesta terça-feira 19 de abril, reinventado em outros suportes, o Mundo Mágico de Escher, para comemorar os 10 anos de atuação doCCBB-SP. Essa é segunda maior mostra da obra do artista holandês já realizada no País, reunindo 95 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista e suas obras mais enigmáticas.

Adicionar imagemA exposição abre hoje para convidados e amanhã para o público paulista, depois de bater todos os recordes de visitação no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília e no Rio de Janeiro onde mais de 800 mil pessoas visitaram as obras e instalações interativas. Apenas em Brasília, passaram pela mostra cerca de 200 mil pessoas. Foi o maior número de visitantes em dez anos do CCBB onde a exposição Aleijadinho, era a recordista até então com 154 mil visitantes.


Projeções em 3D turbinam a viagem

Através delas, o público experimenta a sensação de penetrar nas obras de Escher, e quebra a cabeça para entender como o artista conseguia subverter o plano. Múltiplas sensações…

A sala interativa é a grande atração

Lá é possível até entrar em uma das obras de Escher e desvendar algumas de suas técnicas. O quebra-cabeça gigante, que trabalha o branco e o escuro, traço característico e marcante do gravurista; a Sala do Periscópio, com o poço infinito; e a Sala do Impossível, onde uma das janelas mostra tudo em ordem, enquanto na outra, os objetos aparecem flutuando.

Veja outras exposições já realizadas pelo CCBB:

Cora Coralina: uma poetisa no coração do Brasil

Um pedaço do Islã no Brasil, agora, em São Paulo

Em Brasília, as embaixadas do Planeta Bola de Eder Santos

50 anos de Aguilar

Saiba mais no IG:

A arte matemática de M. C. Escher

O Mundo Mágico de Escher
Até 17 de julho de 2011
Local: CCBB-SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112, Centro/ Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô
Horário: terça a domingo, das 9h às 20h

Classificação: Livre
Entrada Franca

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Memórias de uma senhora artista de Taubaté


Chico Buarque, um quase estreante, ainda não conhecido do grande público, inscreveu uma marchinha de estrutura simples, aparentemente singela - A Banda -, no festival da canção da TV Record de 1966. Iria cantá-la em duo com Nara Leão, que já havia gravado músicas suas. A direção do festival apostava na marchinha - um aparente contraponto às canções de protesto típicas da época. Mas o diretor do festival, Solano Ribeiro, não gostou do arranjo que Geny Marcondes bolou para a música. A arranjadora chamou o flautista Altamiro Carrilho e montou uma bandinha de coreto. "Se você aparecer com essa bandinha, vai ser vaiado", teria dito Solano a Chico Buarque. Geny insistiu, e o autor gostava do arranjo. Chegou-se a uma solução conciliatória: Chico cantava a primeira parte, sozinho, acompanhado pelo violão; depois, entrava Nara, e, aí sim, atacava a fanfarra. E quando a fanfarra atacava é que vinham os aplausos delirantes do público - como se pode ouvir na gravação, ao vivo, da apresentação da música no festival. Bem, A Banda dividiu o primeiro lugar com uma música "de protesto", a toada Disparada, melodia de Théo de Barros com versos de Geraldo Vandré. Certamente o resultado teria sido o mesmo sem a bandinha do Altamiro. Mas o episódio é demonstrativo da força de personalidade daquela arranjadora - única mulher a operar no time dos grandes orquestradores da época, como Léo Peracchi, Radamés Gnatalli, Lyrio Panicalli entre eles. Coragem, quando nada, porque banda associa-se tanto a coreto do interior quanto à caserna.Vivia-se o terceiro ano do regime militar instaurado pelo golpe de 1964 e a música popular era a arte que ecoava a insatisfação da intelectualidade com o estado das coisas.

Teimosia - Um ano antes, ela já tinha dado prova da teimosia. O show Opinião, com Nara Leão, João do Vale e Zé Kéti, havia estreado em 1964 e era o grande sucesso do teatro dito participante - o teatro político, de crítica social. Nara ficou afônica. Quem poderia substituí-la? Provisoriamente, entrou Suzana de Moraes, filha de Vinicius. Glauber Rocha lembrou de uma baianinha desconhecida, certa Maria Bethânia Vianna Teles Veloso. Na estréia de Bethânia, a imprensa estava lá, para conferir a eficácia da desconhecida. A diretoria do Teatro Opinião não gostou. Augusto Boal, diretor do espetáculo, não gostou. Da cúpula, só duas pessoas defenderam Bethânia: o diretor João das Neves e Geny Marcondes.

Bateram pé. Conseguiram que Bethânia ficasse. "Naquela noite, creio, nasceu nossa parceria", conta João das Neves. Geny assumiu a direção musical do Opinião. Geny seria compositora, diretora musical ou orquestradora e arranjadora de três montagens célebres de João - Jornada de um Imbecil até o Entendimento, de Plínio Marcos, Antígona, de Sófocles, e Panorama Visto da Ponte, de Ademar Conrado. Foi, aliás, Geny quem apresentou a João das Neves um músico mineiro recém-chegado ao Rio, um cantor impressionante, compositor originalíssimo - um certo Milton Nascimento. Ela fez, também, os arranjos do disco Manhã de Liberdade, de Nara Leão, lançado em 1966.

Mas, ao que parece, a música cênica era seu dom especial. "Uma pioneira, uma constante e irrequieta inovadora e uma lutadora sem medo de se expor; uma mulher (ah, as mulheres e seu desassombro!) capaz de enfrentar a incompreensão dos críticos de então e de ganhá-los para suas teses" - dela diz João das Neves. Mas não foi só com ele que ela trabalhou. Na verdade, nos anos 60 e nos 70, Geny foi diretora musical de várias das mais importantes montagens teatrais do País. Para algumas escreveu músicas, fez arranjos e orquestrações; para outras, fez só os arranjos e orquestrações. Alguns exemplos: Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, direção de José Renato para o Teatro de Arena; Guerras do Alecrim e da Manjerona, de A.J. da Silva, direção de Gianni Ratto; Os Amores de D.

Pirlimpimpim com Belinda em Seu Jardim, de García Lorca, direção de Ivan de Alburquerque e Rubens Corrêa; A Mandrágora, de Maquiavel, e A Lei e a Pena, de Ariano Suassuna, direção de Luís Mendonça; O Noviço, de Martins Pena, direção de Dulcina de Morais; O Círculo de Giz Caucasiano, de Brecht, direção de José Renato; A Barca do Inferno, de Gil Vicente, direção de Gianni Ratto; Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, direção de Ivan de Albuquerque. Lobato - Geny Marcondes estreou no ofício de fazer música para teatro nos anos 40, em Taubaté, no Vale do Paraíba, sua cidade natal. Montou uma opereta baseada no Sítio do Pica-Pau Amarelo, do conterrâneo Monteiro Lobato. Teve a oportunidade de mostar para ele, anos depois, a peça. Lobato gostou tanto que decidiu que a opereta seria montada na inauguração da biblioteca infanto-juvenil que seria instalada na nova Biblioteca Municipal da capital paulista. Nasceu Jenny Marcondes, no dia 5 de maio de 1916. Estudou piano e teoria musical no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, e no Instituto Musical estudou canto orfeônico. Foi aluna de piano de Magdalena Tagliaferro, de harmonia funcional e contraponto de Hans Joachim Koellreutter - com quem se casaria -, de orquestração de Guerra Peixe. Em Veneza, estudou direção de orquestra com Hermann Scherchern - este foi apenas um de seus cursos internacionais.

Casada com Koellreutter, nos anos 40, mudou-se para o Rio. Em 1943, tornou-se diretora do setor infanto-juvenil da Rádio MEC (um programa em que atuava certa Arlete Pinheiro, mais tarde conhecida como Fernanda Montenegro). Fez programas musicais infantis na extinta TV Rio, chegou ao teatro e ao cinema - fez, por exemplo, música e direção musical para Marcelo Zona Sul, de Xavier de Oliveira. Ao longo dos anos 40 e 50, participou, como pianista, do Grupo Música Viva, integrado pelos músicos da vanguarda da época - Guerra Peixe, Camargo Guarnieri e Edino Krieger entre eles. Diz Edino Krieger da pianista Geny: "Ela representava um ponto de apoio, um fator de segurança. Pianista de amplos recursos, promovia sempre uma leitura perfeita das obras a ela confiadas, que sua sensibilidade e sua musicalidade epidérmica e, no entanto, profunda, se incumbiam de transformar em momentos privilegiados de relização musical." Ah, sim, e, adolescente, animou, com seu piano, filmes mudos primeiro no cinema Odeon, de Taubaté, depois em cinemas de várias outras ciadades. E também dirigiu shows de Clementina de Jesus, Baden Powell, escreveu música para balé - e assim por diante. No entanto, nos anos 80, deixou a música em segundo plano. Foi depois que criou um curso multimídia chamado Ver/Ouvir, um panorama comparativo das artes. Mudou-se para Teresópolis. Uma chuva de verão derrubou sua casa e destruiu centenas de partituras.

Desde o fim dos anos 80, Geny mora, outra vez, em Taubaté. Dá cursos de artes plásticas e música, escreve poesia (publicou, em 1988, Romãs no Inverno, pela Massao Ohno) e compõe. "Quando escolho um tema para trabalhar, na música ou na pintura, quero esgotá-lo", diz, feliz, em seu jardim, onde o tempo, parece, não se esgota.

O Estado de S.Paulo - Mauro Dias - 2002 - disponivel em http://www.mariabethania.hpg.ig.com.br

Geny Marcondes faleceu em 30 de janeiro de 2011.


Á Mestra com carinho - Geny Marcondes


Na minha saidinha de hoje, parei para tomar um refresco na padaria e eis que vi um jornal que me deu um calafrio com a notícia:


Esta mulher tem uma história de vida fascinante..., mas o que realmente me comoveu foi o fato de perdê-la, ela ocupou um lugar muito importante na minha vida. Aprendi muito com ela, foi minha mestra de pintura e amiga querida, conversávamos muito durante as aulas em companhia da frondosa primavera que avistávamos da janela do atelier, uma pequena notável!, forte e determinada, sua idade não tirava dela essa determinação. No último dia 25, dia do aniversário de nascimento de minha falecida irmã, acompanhei minha mãe até o cemitério, passamos em frente da casa de D. Geny e falamos da necessidade de fazer-lhe uma visita... pois é, era realmente para fazermos, naquele momento!, mas não a fizemos...
Então agora, esteja onde estiver - eu penso que esteja num jardim onírico, com muitas cores, com exceção do azul celeste - cor que realmente ela pensava que deveria ficar fora da paleta..., pincelado de modo firme e expressivo - envio meu carinho amoroso e saudoso, com meu eterno agradecimento por ter dividido comigo toda a sua sabedoria.


Esta foto foi de uma exposição que fizemos no Rio de Janeiro em 96 - da esquerda para a direita: Tania, Geny e Eu, e o poster da exposição.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Como usar lápis aquarelável?

Por: Lisandro Aguilera, Equipe do Bem Simples.
Artista Visual.

Leia estas dicas que ajudarão você na hora de desenhar e pintar com lápis aquarelável.


Material:

Lápis aquarelável
Pincel
Água
Esponja (de preferência vegetal)
Papel para aquarela (gramatura mínima de 180 g)
Fita crepe
Papel vegetal

Passos:

1 - Para pintar com lápis aquarelável, use um papel espesso (próprio para pintura com a técnica de aquarela). Você deve fixá-lo na mesa com fita crepe para evitar que, ao entrar em contato com a água, ele fique ondulado.

2 - Você pode utilizar os lápis na vertical para traçar linhas ou inclinados para colorir.

3 - Desenhe e pinte com os lápis. Depois passe o pincel umedecido em água. Você obterá texturas semelhantes às das aquarelas.
Não faça muita pressão com o lápis ao desenhar ou pintar porque, ao passar o pincel umedecido, a pintura não se diluirá e deixará marcas do traçado.

4 - Você também pode umedecer previamente o papel com uma esponja e desenhar em cima dessa superfície com os lápis aquareláveis, obtendo assim outro tipo de efeito, semelhante ao das canetinhas hidrográficas.

5 - Outra opção é utilizar um papel vegetal como paleta de cores. Basta pintar cada área com lápis de uma cor, diluir a tinta com o pincel úmido e pintar o papel com o pincel carregado com a cor.

Importante: Quando o pigmento do lápis entra em contato com a água ele penetra no papel e não pode mais ser apagado. Não exponha os lápis aquareláveis diretamente à água.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Experiential Typography


        




Tipografia experimental , uma exploração poética de mensagens escritas que interagem com o ambiente. O sistema foi concebido por Song, elaborado compainéis perfurados que ao serem atravessados pelos raios de sol projectam pontos luminosos que formam palavras na sombra do chão. 

A obra nos obriga a tomar consciência da passagem do tempo de uma maneira poética. É necessário perder tempo, esperar para que pequenas frases de um poema sijo sejam reveladas pela luz solar  Os sijo são poemas tradicionais coreanos versando a Natureza e a vida humana. O escolhido e traduzido para inglês foi escrito por Kim Ch'on-taek no século XVIII. Fala sobre o carácter finito da vida humana: no solstício do Verão uma frase sobre a vida nova que surge; no do Inverno sobre o tempo que passa.

A lentidão das mensagens oferece-nos um momento de meditação nas nossas vidas agitadas, um momento de meditação sobre os valores da Vida.

Link o site.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Athos Bulcão




O artista plástico Athos Bulcão faleceu na Cidade de Brasília, DF, no dia, 31 de julho de 2008.

Athos Bulcão nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de julho de 1918. Dedicou grande parte da sua vida a Brasília, cidade que escolheu para viver e presentear com a sua obra. Bulcão chegou a Brasília em 18 de agosto de 1958.

Athos Bulcão é responsável pelo conjunto de uma obra de qualidade artística inigualável. Artista múltiplo, sua arte está ao alcance do cidadão em seu trajeto cotidiano: no parque, nos muros, nas escolas, nos edifícios residenciais e nos prédios públicos. Como diria o arquiteto e amigo pessoal, João Filgueiras Lima, o Lelé, “como pensar o Teatro Nacional sem os relevos admiráveis que revestem as duas empenas do edifício, ou o espaço magnífico do salão do Itamaraty sem suas treliças coloridas?”, difícil imaginar.

Athos cursou medicina, mas abandonou-a por amor à arte. Expôs sua obra nos mais importantes espaços culturais do país. Viajou pelo mundo afora e por lá deixou a sua marca. Seus painéis podem ser vistos na França, Itália, Argélia, Argentina, Cabo Verde, dentre outros tantos. Trabalhou no Ministério da Educação e na extinta Novacap. Lecionou no Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Foi condecorado pelo governo brasileiro com a “Ordem Rio Branco” e “Ordem do Mérito Cultural”. Recebeu o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília, a “Medalha Mérito da Alvorada” do Governo do Distrito Federal, e o título de “Cidadão Honorário de Brasília”, concedido pela Câmara Legislativa. Todos os títulos e condecorações o emocionaram, não tanto quanto a criação da Fundação que o homenageia e que há 15 anos preserva, documenta, promove e divulga sua obra junto aos jovens, estudantes de escolas públicas e particulares, professores, artistas, jornalistas e a comunidade em geral.

“Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio.
Realmente um privilégio: ser pioneiro. Dureza que gera espírito.
Um prêmio moral”.
Athos Bulcão

Fonte: Fundação Athos Bulcão: http://www.fundathos.org.br/index2.php .

Disponivel em: http://www.iab.org.br/200807/nota-de-falecimento-athos-bulcao-1918-2008/

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Oscar Niemeyer - Sobre os seus impressionantes 100 anos de vida...















O blog Obvious, um olhar mais demorado... postou sobre o arquiteto, vale visitar...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Artes Visuais


Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Acesse.

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