terça-feira, 8 de junho de 2010

Artigo: papel do arquiteto em projetos multidisciplinares

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Profissionais se reuniram em Olinda-PE, durante o 19º Congresso Brasileiro de Arquitetos, para discutir o tema

O arquiteto está preparado para trabalhar em equipes multidisciplinares? Em uma tentativa de responder a essa pergunta, alguns profissionais se reuniram no segundo dia do 19º Congresso Brasileiro de Arquitetos, realizando entre 1 e 4 de junho na cidade de Olinda, para compartilhar suas experiências e apontar novos caminhos para a arquitetura.

Ganha força a visão de que a arquitetura e outras áreas do conhecimento estão mais interligadas. Porém, há quem veja essa mudança com preocupação. “A participação do arquiteto é cada vez menor e menos decisiva nos projetos”, acredita Maísa Veloso, professora do curso de Arquitetura da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

Com experiência em projetos desenvolvidos na Espanha, o arquiteto Pedro Lira, do escritório ACXT, traz do país um exemplo que corrobora a afirmação da professora. “Na construção de um centro de atendimento de chamadas policiais, a infraestrutura de telecomunicações era tão complexa que um engenheiro especialista no assunto foi designado coordenador do projeto”. Para ele, existe um desgaste do modelo tradicional de um projeto sendo coordenado por um arquiteto – geralmente sócio-diretor de um escritório – que contrata arquitetos colaboradores e especialistas responsáveis pelos projetos complementares. Lira defende a maneira como trabalha seu escritório, que compõe equipes multidisciplinares formadas pelos arquitetos e especialistas mais indicados para atender às necessidades de cada projeto. Assim, empreendimentos diferentes demandariam soluções – e, portanto, equipes – diferentes.

A atuação do arquiteto, porém, pode não se resumir ao desenvolvimento de projetos de obras. A arquiteta Mariana Toledo relatou sua experiência na equipe responsável pelos trabalhos sociais de apoio às obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas favelas do Alemão, de Manguinhos e da Rocinha, no Rio de Janeiro. Uma equipe formada por assistentes sociais, engenheiros, economistas e advogados levantam e analisam dados quantitativos e qualitativos sobre as demandas e prioridades dos membros da comunidade. Esses dados são tratados por arquitetos e geógrafos e organizados em mapas que se transformam em fonte de informação tanto para o Poder Público quanto para a própria comunidade. O arquiteto também é um dos responsáveis pela preparação do material de comunicação dos impactos das obras no cotidiano dos moradores – interdição de ruas, cortes de fornecimento de energia e de água etc.

Na visão da professora Maísa Veloso, o arquiteto que atuar nesse novo modelo deverá desenvolver habilidades como liderança, comunicação, capacidade de trabalhar de modo interativo e, sobretudo, ter pleno domínio teórico-metodológico de sua área de especialidade. Ela reconhece, porém, que a universidade ainda não consegue formar o arquiteto para essa nova realidade, seja pelo distanciamento entre a academia e as práticas de mercado, seja pelas dificuldades em desenvolver trabalhos em equipes multidisciplinares.

Fonte: PINIweb in PapoDeArquiteto

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