quinta-feira, 15 de julho de 2010

Design - Módulo Knoh

Módulo Knoh, de Erika Hegenberg e Fabiano Braga, pode compor uma cadeira, um banco ou uma mesa

Por Victor Martinez


Cadeira, banco ou mesa. Esses são os três possíveis móveis em que os módulos Knoh, quando reunidos, podem se configurar. Além dessa versatilidade, o produto desenvolvido pelos estudantes de design Erika Hegenberg e Fabiano Braga possui também um processo peculiar de construção - no caso, de união: os módulos são unidos por elásticos feitos de silicone.

Fabiano Braga

O projeto surgiu com a ideia de fazer uma cadeira em módulos. Do perfil estilizado de uma cadeira comum, nasceu o sistema modular: "a pluralidade que uma forma simples pode ter", justifica Fabiano.
Os módulos Knoh têm seção de 94 cm de altura e 45 cm de profundidade. A espessura de cada peça é de apenas 7 cm. O pé inclinado a 60º em relação ao chão é o principal responsável pela flexibilidade funcional do sistema. Feitos com poliuretano integral skin e uma estrutura metálica interna, os módulos são revestidos com laminado de bambu de 0,3 mm de espessura. O poliuretano é injetado, junto com o laminado de bambu, em um molde de alumínio - método que simplifica o processo produtivo, dispensando etapas de junção dos dois materiais. Apenas o acabamento das rebarbas é feito manualmente.

Os móveis são montados com a repetição das peças. Os módulos são presos, dois a dois, com os elásticos de silicone. Na sequência, os pares também são unidos lado a lado. "O elástico é a ferragem que une os módulos", compara Erika. Produzidos com silicone injetado, material que apresenta estabilidade e flexibilidade, os elásticos não irritam a pele e não deslizam na superfície de bambu.

Fabiano Braga

"Há apenas um tamanho de elástico, assim como um único módulo", resume Erika. Com formato retangular, esses elementos de união possuem 14 cm de comprimento, 3 cm de largura e 2 cm de espessura. Para a montagem dos móveis, é necessário que os elásticos sejam usados em três extremidades dos módulos, excluindo a que dará origem ao assento, no caso da cadeira e do banco. Não há limite na quantidade de módulos. Há apenas um número mínimo de seis para a cadeira, em cuja montagem são usados 15 elásticos (cinco no encosto e cinco em cada pé). Para se obter um banco, segue-se a mesma lógica, unindo mais módulos.

No caso da mesa, além de todo o conjunto ser horizontalizado, os módulos devem ser unidos intercalados. Assim, os fundos do encosto da cadeira compõem a superfície da mesa, e a extremidade que funcionava como assento se torna o eixo de apoio central. Nessa configuração, os elásticos devem ser colocados nas duas laterais e no pé central da mesa.

Fabiano Braga

O Projeto Knoh esteve entre os cinco semifinalistas no Concurso Micasa Design.br 2010. Erika Hengenberg e Fabiano Braga, estudantes de design da Universidade Federal do Paraná, estão selecionando empresas para a produção desses módulos em série. A previsão é que dentro de um ano o produto esteja no mercado brasileiro.


http://www.revistaau.com.br


EcoTelhado

EcoTelhado: uma opção para todas as estações

Redução na troca de calor entre ambientes faz com que este projeto arquitetônico possa ser implantado em qualquer cidade do país

As conhecidas mudanças de clima entre o Norte e o Sul do Brasil diferenciam cotidiano, vestuário, alimentação e até a Arquitetura das cidades. O conceito de sustentabilidade, porém, faz com que um novo olhar seja incluído nos atuais projetos de Arquitetura mundial, fazendo com que alguns possam ser adaptados aos mais variados espaços e climas. É o caso do EcoTelhado, um dos destaques do Solarium Sustentável, apresentado na Casa Cor Paraná 2010.

Projetado pelos arquitetos Tobias Bonk Machado e Tetê Gomes, o Solarium Sustentável é um espaço onde 100% do material utilizado segue normas rígidas de controle ambiental. “Todos os materiais foram pensados em seu processo sustentável”, conta Tobias. “Desde a argamassa, o piso, a tinta, a madeira, os móveis, a iluminação, a decoração. Tudo foi adaptado para um cotidiano ‘verde’, de reaproveitamento e respeito com o meio ambiente.”

Entre os destaques sustentáveis apresentados pelo Solariumestá o EcoTelhado ou Telhado Verde. Basicamente composto por mudas de plantas, divididas em módulos – aplicados sobre prático sistema de drenagem e impermeabilização, o EcoTelhado pode ser implantado em casas, apartamentos, empresas, hotéis, bares e restaurantes. “Ele possui a função de um isolante térmico, pois reduz a troca de calor entre os ambientes externo e interno, resultando em um espaço com clima sempre agradável, independente da estação do ano ou da localização da cidade, urbana ou rural”, explica Tobias.

Sustentabilidade em cada detalhe

Conheça alguns dos detalhes que transformam este Solariumem um ambiente ecologicamente correto:

*EcoTelhado – pode ser adaptado a qualquer ambiente, cidade ou clima. Para isso, são substituídas as espécies de plantas que formam o telhado, adaptadas ao clima da região. Em Curitiba, foram usadas mudas de aspargos.

*Materiais – na aquisição da matéria prima e da manufatura foram buscadas empresas locais. Todos os materiais são passíveis de reaproveitamento, com fácil desmonte.

*Tinta a base de terra – com cores que variam entre o preto e o branco, esta tinta especial é menos agressiva ao meio ambiente e aos profissionais. Ela permite uma melhor “respiração” das paredes, evitando que elas mofem ou desbotem.

*Madeira – toda de origem legal, resultante do reflorestamento ou reaproveitamento.

*Móveis – todos produzidos com madeira de demolição.

*Piso – composto de sobras ou pedaços de granito e mármore.

*Horta suspensa – criada com plantas ou temperos, que têm a irrigação feita por gotejamento – a qual utiliza garrafas pet; é também um elemento da decoração.

*Decoração – produzida com o reaproveitamento de chapas de ferro e aço, caixas de papelão e jornais (resultado do trabalho de pessoas em situação de exclusão social - Oficina de Artes Boracea - SP). Cachepôs (vasos) feitos de madeira de demolição receberam árvores frutíferas, inclusive produzindo.

*Iluminação – utiliza a tecnologia denominada Led (Diodo Emissor de Luz), um elemento com ótima eficiência, durabilidade e economia; também utilizado nas velas que decoram oSolarium.

*Resíduos – todo o resíduo resultante da exposição seguirá para reciclagem.

*Mirante de Contemplação – um espaço dedicado para contemplar a natureza que cerca a Casa Cor Paraná 2010. O intuito é proporcionar uma reflexão aos visitantes, que talvez não vejam paisagens como essa no futuro.

*Comunicação Visual – presente em todo o ambiente; expõe e traduz itens de sustentabilidade aplicados no projeto.

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA:
Mauren Lucrecia
Jornalista – MTB/PR 5086
(41)9966-1001 / (41)9663-8588 / (41) 8505-6016

maurenjor@hotmail.com
/ mauren@pautasjp.com

Disponível em: http://www.tecto.com.br

II Jornada de Arquitetura Inclusiva e Desenho Universal




[Fórum da Construção] II Jornada de Arquitetura Inclusiva e Desenho Universal
II Jornada de Arquitetura Inclusiva e Desenho Universal
Especialista estrangeiro enriquece a programação científica da II Jornada de Arquitetura Inclusiva e Desenho Universal
O arquiteto americano Wolfgang F. E. Preiser, especialista nas áreas de acessibilidade e urbanismo, já confirmou participação na II Jornada de Arquitetura Inclusiva e Desenho Universal, que acontece dias 11 e 12 de novembro de 2010, em São Paulo. O título da videoconferência do professor Preiser, que será realizada no dia 12 de novembro, será
A programação cienctífica do evento, que inclui temas como a trajetória da acessibilidade no Brasil, urbanismo, design universal e a construção dos espaços, conta ainda com a presença de especialistas brasileiros, gestores governamentais e empreendedores privados. Para conferir a programação completa da Jornada e conhecer a trajetória do professor Preiser, acesse o site www.arquiteturainclusiva.com.br
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Complexo Cultural Luz – Jacques Herzog e Pierre de Meuron

Texto escrito por felipe on Abr 13th, 2010 , via Papo de Arquiteto

Lâminas entrelaçadas dão forma ao teatro de dança

A balança do bairro da Luz, que às vezes pende com estardalhaço para a Cracolândia – região degradada pela venda e consumo de drogas em pleno centro de São Paulo -, pode ganhar mais um contrapeso caso se concretize a intenção da Secretaria da Cultura estadual de implantar o Complexo Cultural Teatro de Dança no terreno onde funcionou durante anos a principal rodoviária paulistana. Projetado pelos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, ele vai somar esforços com o Museu da Língua Portuguesa, de Paulo Mendes da Rocha, e a Sala São Paulo, de Nelson Dupré, na proposta de fazer da cultura um dos focos de estímulo para a revitalização da área.

No início de julho foi divulgado o estudo preliminar preparado pelo escritório Herzog & De Meuron, contratado pela secretaria. Apenas uma praça vai separar o edifício da Estação Júlio Prestes – projetado por Christiano Stockler das Neves e no qual há dez anos Dupré inseriu a Sala São Paulo – do complexo cultural que, segundo a secretaria, vai colocar São Paulo definitivamente na rota dos grandes projetos de arquitetura internacional.

Segundo o órgão paulista, a convocação de Herzog & De Meuron, contratado por notória especialização, entre outros motivos, ocorreu depois de a empresa inglesa TPC Theatre Projects Consultants, também a convite da secretaria, ter definido o perfil do futuro complexo e detalhado o programa de cada item. Seus técnicos estudaram e analisaram a cidade para dimensionar um teatro de características únicas.

A partir desse estudo, a secretaria selecionou escritórios internacionais de arquitetos que poderiam se interessar em desenvolver o projeto: o inglês Norman Foster, o argentino radicado nos EUA Cesar Pelli, o holandês Rem Koolhaas e a dupla suíça. “Queríamos provocar um escândalo na arquitetura brasileira. No bom sentido”, provoca o secretário da Cultura, João Sayad. Mesmo detentores do Pritzker, Oscar Niemeyer e Mendes da Rocha foram descartados, segundo Sayad, por já terem outros projetos na cidade. Na avaliação do secretário, a arquitetura de Foster, Pelli e Koolhaas torna seus projetos facilmente reconhecíveis em qualquer parte do mundo, enquanto a de Herzog & De Meuron revela-se sempre inovadora, invulgar.

A decisão provocou, se não escândalo, pelo menos um choque no meio arquitetônico paulista. De um lado, alguns defenderam a contratação dos suíços, pelos antecedentes de sua admirada arquitetura. Outros, contrariados, contestaram não o trabalho dos arquitetos escolhidos, mas a forma de escolha, argumentando que seria mais justa a realização de um concurso internacional.

Com o caderno do estudo preliminar do TPC nas mãos, Sayad aponta, bem-humorado, a planta de uma das salas e diz: “Aqui vai ficar o camarote do secretário”. Para chegar a ele, Sayad – ou seu eventual sucessor – terá apenas que atravessar a praça Júlio Prestes (a sede da secretaria fica no edifício que também abriga a Sala São Paulo) e percorrer a rampa que demarca a entrada principal do complexo. A partir do lobby, poderá se dirigir a um das dezenas de ambientes, que se distribuirão por aproximadamente 95 mil metros quadrados de área construída. Entre outros, o conjunto contará com três teatros: um para dança e ópera, com 1.750 lugares; outro destinado a teatro e recitais, para 600 espectadores; e uma sala experimental, de 450 lugares.

O conceito intrínseco ao projeto de Herzog & De Meuron foi mesclar e combinar o máximo de atividades possível, transpondo para o edifício a dinâmica da metrópole paulistana. O conjunto possui quatro pavimentos (e altura média de 23 metros), dos quais não se consegue fazer uma leitura externa linear nem definir uma hierarquia entre as fachadas. Uma abordagem possível é a de uma praça suspensa, composta por um jogo de lâminas entrelaçadas nos dois sentidos, que se integra às áreas verdes que a dupla propõe para o entorno.

A quadra abrangida pela intervenção é formada pela praça Júlio Prestes e trechos da rua Helvétia e das avenidas Rio Branco e Duque de Caxias. “Nosso objetivo é criar um espaço cultural bem localizado e de fácil acesso à população, próximo das linhas de metrô e trem. São Paulo merece um grande marco arquitetônico e esse complexo desempenhará tal papel”, avalia Sayad.

Os recursos estimados pelo Estado para a construção do complexo são de 300 milhões de reais, parte dos quais se pretende obter por meio de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Herzog & De Meuron devem receber por seu trabalho cerca de 8,5% desse total, o que representa quase 26 milhões. A secretaria prevê que a licitação para dar início à obra seja realizada no segundo semestre de 2010.

Teatro de dança e ópera - térreo

Teatro de dança e ópera - térreo

Teatro de dança e ópera - 1º balcão

Corte do teatro de dança e ópera

Sala experimental

Via ARCOWEB

[Blocos Cad - Árvores] – 40 blocos de Árvores adultas com descrição


Texto escrito por Emanuel Souto on Jun 19th, 2010 em: Papo de Arquiteto


Formato: dwg [.zip]
Tamanho: 797Kb

40 blocos de árvores

Para fazer o download, clique no link abaixo.

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