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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Brasil é o 4º país que mais investe em edifícios verdes

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O Brasil está em quarto lugar entre 120 países com maior número de empreendimentos que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é conhecido o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), um protocolo de avaliação e certificação internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis. Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental.
De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Green Building Council (GBC) Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como Canadá e Índia em número de certificados verdes e a demanda de mercado por construções sustentáveis não para de crescer. Mas os desafios nessa área ainda são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao preconceito e à falta de informação.
“Os custos operacionais da edificação são baixos e, para os governos, é muito mais fácil investir em eficiência energética do que em aumento de produção de energia. Muitos ainda acham que os custos são maiores, mas, em muitos casos, sai mais barato investir em projetos verdes. Investir em eficiência energética e uso racional de água vale muito a pena”.
O executivo da GBC Brasil participou ontem (12) do 13º Encontro de Energia do Rio de Janeiro (Enerj) e falou sobre as vantagens de investir em edifícios verdes e a situação do Brasil nesse setor. Ele destacou o avanço das indústrias de materiais de construção, que estão investindo muito e rapidamente em produtos de baixo impacto ambiental. “São produtos que não existiam há cinco ou seis anos, como tintas e vernizes com baixos compostos orgânicos voláteis, ligas de alumínio com 80% de reciclagem, enfim, produtos que hoje são padrão. Hoje não falta tecnologia, o importante é ter bons projetos”.
No Rio de Janeiro, o aumento do número de empreendimentos com eficiência energética e baixo impacto ambiental está associado a incentivos fiscais e leis municipais. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Jorge Luiz Arraes, até o momento, mais de 160 mil metros quadrados (m²) de projetos ambientalmente sustentáveis já foram aprovados na região portuária, que passa por um processo de revitalização para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.
“São entre 13 e 15 prédios que estão seguindo todas as regras urbanísticas e ambientais da prefeitura. A legislação obriga que novos empreendimentos na área portuária obedeçam a parâmetros específicos como economia de consumo de água e reaproveitamento da água da chuva, uso de aquecimento solar, acesso facilitado para bicicletas, materiais com certificação ambiental, entre outros”.
Os empreendimentos fazem parte do projeto Porto Maravilha, da prefeitura, que abrange 5 milhões de m² de uma das áreas mais degradadas do centro da cidade, que é a zona portuária. Além de diversas intervenções sociais e ambientais, o projeto prevê o plantio de 15 mil árvores e a ampliação da área verde, que hoje ocupa apenas 2,5% da região, para 10%.

via Eco Planet  .

domingo, 15 de maio de 2011

Estádio mais sustentável do mundo estará no Brasil



http://noticias.vivareal.com.br/wp-content/uploads/2011/02/brasiliaestadio.jpg


O Brasil passa por um momento muito importante em se tratando de construção civil, especulação imobiliária e turismo. Os eventos internacionais que acontecerão por aqui nos próximos anos estão movimentando o mercado e fazendo com que idéias inovadoras e com foco no futuro saiam do papel.

Exemplo destes projetos inovadores é o Estádio Nacional de Brasília, que receberá a responsabilidade de ser o estádio mais sustentável do mundo. O projeto está sendo construído com foco em receber o Leed Platinum – nível máximo de exigência de padrões de sustentabilidade que são ditados pelo GBC (Greenbuilding Council).

Segundo coordenadores do projeto, gastos com água, ar condicionado, ventilação e iluminação irão colaborar para que o estádio se mantenha com menor custo futuramente.

O projeto sustentável não pretende trazer mais gastos para a construção do estádio, apenas 5% do orçamento total será voltado para o projeto de sustentabilidade, que também prevê que com esta iniciativa o Brasil torne-se exemplo de construção sustentável e com foco no bem estar do meio ambiente.

Essa Copa ainda vai dar o que falar!


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWeIeYT9TAVEPsaHhN4nXrMZDEwobCJJmP5wwIXtrVlrWGDIPEV9nWlkH8e2dd7Dv1l7VbQ3mPV_As-ATM-GGCk92yUcEuOp_uX1Bi8qDs4bsZSx3lr1BfNIqRKPBaUIaBN18LpGJoNXkJ/s1600/est-brasilia-mane-garrincha.jpg

Fonte: http://noticias.vivareal.com.br


via e-mail ProjetandoIdeias


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tensoestruturas


Um artigo muito bom!

Coberturas tensionadas


Indicados para grandes vãos livres, tecidos técnicos mostram ser boa solução para resolver aspectos funcionais, estéticos e estruturais



Divulgação: Tecno Staff

.....


"O uso moderno das tensoestruturas é bem recente, foi o último tipo de sistema que aprendemos a calcular. Até cerca de três décadas atrás, havia alguns cálculos analíticos, mas eram para formas muito limitadas, como conóide hiperbólico, por exemplo. Não se sabia calcular outras formas. Mas, paradoxalmente, as tensoestruturas são um dos sistemas mais antigos", conta Ruy Marcelo de Oliveira Pauletti, professor do Departamento de Engenharia de Estruturas e Fundações da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), em referência à utilização desse tipo de estrutura há mais de 2 mil anos por povos nômades do Saara, Arábia e Irã, que montavam abrigos desmontáveis com peles de animais, e, posteriormente, pelos romanos, que cobriam teatros e anfiteatros com tecidos feitos de velaria.

As estruturas tensionadas são basicamente compostas por três elementos: membranas, estruturas metá­licas (em forma de mastros e masteletes) e cabos de borda. Todos têm a ca­ra­cte­rística de serem portantes, par­ticipando ativamente da com­posição estrutural. "Este tipo de sistema estrutural compreende sistemas de cabos e membranas, mate­riais flexíveis que devem assumir formas específicas para equilibrar as forças sem flexão. É isso que dá essas características sempre curvas às coberturas, porque para se ter um carregamento transversal, seja de peso ou de vento, a membrana tem que assumir uma curvatura", explica Pauletti.


Divulgação: Fiedler Engenharia
Boa opção também para construções temporárias, estrutura tensionada foi utilizada para o palco do Rock in Rio, em 2000, que tinha 88 m de diâmetro e 46 m de altura e utilizou 200 t de aço e 11 km de membrana

Tipos de membranas e suas características

As membranas usadas nas estruturas tensionadas são conhecidas como tecidos técnicos e incorporam propriedades especiais. No Brasil, as mantas mais utilizadas são as de tecido composto por fios de poliéster revestido com PVC.

(...)

O conforto térmico e acústico das construções pode ser alcançado também por meio de soluções de projeto, já que a própria concepção das tensoestruturas sugere formas abertas. Execução de lanternins do tipo chapéu, ventilação cruzada e redução das reflexões internas melhoram o desempenho desses espaços. Uma solução comum é criar o efeito chaminé, que, em razão da diferença de pressão do ar, provoca renovação contínua, favorecendo o conforto térmico. Mas, além de protegerem do sol e da chuva, as membranas, dotadas de transparência, permitem a passagem da luz natural, de maneira difusa, promovendo um ambiente agradável com economia de energia. As membranas de poliéster/PVC conseguem coeficientes de transmissão de luz que variam de 3% a 20%.

Vale lembrar que o próprio formato da cobertura pode favorecer a acústica e o desempenho térmico do local. "Por exemplo, em termos de acústica, se a cobertura for usada para um palco, ela pode ter uma concavidade para o som ir e voltar", lembra Rita Bose, engenheira civil e sócia da Tecno Staff Engenharia e Estruturas. "Mas, em casos especiais, há soluções técnicas também. Uma delas é a colocação de uma membrana perfurada para acústica. Quanto ao conforto térmico, pode-se fazer o jateamento de poliuretano na membrana ou até mesmo colar uma membrana de poliuretano na cobertura", completa.


Divulgação: Fiedler Engenharia
Terraço do Paddock do Autódromo de Interlagos, em São Paulo, é coberto por estrutura tensionada com 5,25 mil m² de tecido
Novas fases de projeto







Leia na íntegra clicando aqui

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