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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Uma vida em sol maior: lembranças, histórias e peripécias de Geny Marcondes



Uma vida em sol maior: lembranças, histórias e peripécias de Geny Marcondes - Universidade de Taubaté, Taubaté (SP)

Francisco de Assis

Resumo


Trata-se da biografia da musicista, artista plástica e escritora, Geny Marcondes. Nascida em Taubaté (SP), em 1916, Geny começou estudar piano aos seis anos e, aos 11, já se apresentava nas exibições do cinema mudo. Mudou-se para a Capital paulista, nos anos 1930, onde se formou pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Foi aluna de grandes nomes da música, como como Mário de Andrade, Madalena Tagliaferro e Hans Joachim Koellreutter – com quem se casou posteriormente. No Rio de Janeiro, onde residiu por vários anos, tornou-se diretora do setor infanto-juvenil da Rádio MEC e integrou o grupo Música Viva. Na década 1960, marca a história da MPB ao se tornar a primeira mulher a fazer arranjos no Brasil, para um disco da cantora Nara Leão. Entre as músicas do LP, está “A Banda”, conhecida composição de Chico Buarque, que posteriormente venceu o 2° Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, em 1966. Nos anos que se seguiram, abandonou a música e passou a dedicar-se à pintura e à literatura.

Texto Completo: PDF

Memórias de uma senhora artista de Taubaté


Chico Buarque, um quase estreante, ainda não conhecido do grande público, inscreveu uma marchinha de estrutura simples, aparentemente singela - A Banda -, no festival da canção da TV Record de 1966. Iria cantá-la em duo com Nara Leão, que já havia gravado músicas suas. A direção do festival apostava na marchinha - um aparente contraponto às canções de protesto típicas da época. Mas o diretor do festival, Solano Ribeiro, não gostou do arranjo que Geny Marcondes bolou para a música. A arranjadora chamou o flautista Altamiro Carrilho e montou uma bandinha de coreto. "Se você aparecer com essa bandinha, vai ser vaiado", teria dito Solano a Chico Buarque. Geny insistiu, e o autor gostava do arranjo. Chegou-se a uma solução conciliatória: Chico cantava a primeira parte, sozinho, acompanhado pelo violão; depois, entrava Nara, e, aí sim, atacava a fanfarra. E quando a fanfarra atacava é que vinham os aplausos delirantes do público - como se pode ouvir na gravação, ao vivo, da apresentação da música no festival. Bem, A Banda dividiu o primeiro lugar com uma música "de protesto", a toada Disparada, melodia de Théo de Barros com versos de Geraldo Vandré. Certamente o resultado teria sido o mesmo sem a bandinha do Altamiro. Mas o episódio é demonstrativo da força de personalidade daquela arranjadora - única mulher a operar no time dos grandes orquestradores da época, como Léo Peracchi, Radamés Gnatalli, Lyrio Panicalli entre eles. Coragem, quando nada, porque banda associa-se tanto a coreto do interior quanto à caserna.Vivia-se o terceiro ano do regime militar instaurado pelo golpe de 1964 e a música popular era a arte que ecoava a insatisfação da intelectualidade com o estado das coisas.

Teimosia - Um ano antes, ela já tinha dado prova da teimosia. O show Opinião, com Nara Leão, João do Vale e Zé Kéti, havia estreado em 1964 e era o grande sucesso do teatro dito participante - o teatro político, de crítica social. Nara ficou afônica. Quem poderia substituí-la? Provisoriamente, entrou Suzana de Moraes, filha de Vinicius. Glauber Rocha lembrou de uma baianinha desconhecida, certa Maria Bethânia Vianna Teles Veloso. Na estréia de Bethânia, a imprensa estava lá, para conferir a eficácia da desconhecida. A diretoria do Teatro Opinião não gostou. Augusto Boal, diretor do espetáculo, não gostou. Da cúpula, só duas pessoas defenderam Bethânia: o diretor João das Neves e Geny Marcondes.

Bateram pé. Conseguiram que Bethânia ficasse. "Naquela noite, creio, nasceu nossa parceria", conta João das Neves. Geny assumiu a direção musical do Opinião. Geny seria compositora, diretora musical ou orquestradora e arranjadora de três montagens célebres de João - Jornada de um Imbecil até o Entendimento, de Plínio Marcos, Antígona, de Sófocles, e Panorama Visto da Ponte, de Ademar Conrado. Foi, aliás, Geny quem apresentou a João das Neves um músico mineiro recém-chegado ao Rio, um cantor impressionante, compositor originalíssimo - um certo Milton Nascimento. Ela fez, também, os arranjos do disco Manhã de Liberdade, de Nara Leão, lançado em 1966.

Mas, ao que parece, a música cênica era seu dom especial. "Uma pioneira, uma constante e irrequieta inovadora e uma lutadora sem medo de se expor; uma mulher (ah, as mulheres e seu desassombro!) capaz de enfrentar a incompreensão dos críticos de então e de ganhá-los para suas teses" - dela diz João das Neves. Mas não foi só com ele que ela trabalhou. Na verdade, nos anos 60 e nos 70, Geny foi diretora musical de várias das mais importantes montagens teatrais do País. Para algumas escreveu músicas, fez arranjos e orquestrações; para outras, fez só os arranjos e orquestrações. Alguns exemplos: Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, direção de José Renato para o Teatro de Arena; Guerras do Alecrim e da Manjerona, de A.J. da Silva, direção de Gianni Ratto; Os Amores de D.

Pirlimpimpim com Belinda em Seu Jardim, de García Lorca, direção de Ivan de Alburquerque e Rubens Corrêa; A Mandrágora, de Maquiavel, e A Lei e a Pena, de Ariano Suassuna, direção de Luís Mendonça; O Noviço, de Martins Pena, direção de Dulcina de Morais; O Círculo de Giz Caucasiano, de Brecht, direção de José Renato; A Barca do Inferno, de Gil Vicente, direção de Gianni Ratto; Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, direção de Ivan de Albuquerque. Lobato - Geny Marcondes estreou no ofício de fazer música para teatro nos anos 40, em Taubaté, no Vale do Paraíba, sua cidade natal. Montou uma opereta baseada no Sítio do Pica-Pau Amarelo, do conterrâneo Monteiro Lobato. Teve a oportunidade de mostar para ele, anos depois, a peça. Lobato gostou tanto que decidiu que a opereta seria montada na inauguração da biblioteca infanto-juvenil que seria instalada na nova Biblioteca Municipal da capital paulista. Nasceu Jenny Marcondes, no dia 5 de maio de 1916. Estudou piano e teoria musical no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, e no Instituto Musical estudou canto orfeônico. Foi aluna de piano de Magdalena Tagliaferro, de harmonia funcional e contraponto de Hans Joachim Koellreutter - com quem se casaria -, de orquestração de Guerra Peixe. Em Veneza, estudou direção de orquestra com Hermann Scherchern - este foi apenas um de seus cursos internacionais.

Casada com Koellreutter, nos anos 40, mudou-se para o Rio. Em 1943, tornou-se diretora do setor infanto-juvenil da Rádio MEC (um programa em que atuava certa Arlete Pinheiro, mais tarde conhecida como Fernanda Montenegro). Fez programas musicais infantis na extinta TV Rio, chegou ao teatro e ao cinema - fez, por exemplo, música e direção musical para Marcelo Zona Sul, de Xavier de Oliveira. Ao longo dos anos 40 e 50, participou, como pianista, do Grupo Música Viva, integrado pelos músicos da vanguarda da época - Guerra Peixe, Camargo Guarnieri e Edino Krieger entre eles. Diz Edino Krieger da pianista Geny: "Ela representava um ponto de apoio, um fator de segurança. Pianista de amplos recursos, promovia sempre uma leitura perfeita das obras a ela confiadas, que sua sensibilidade e sua musicalidade epidérmica e, no entanto, profunda, se incumbiam de transformar em momentos privilegiados de relização musical." Ah, sim, e, adolescente, animou, com seu piano, filmes mudos primeiro no cinema Odeon, de Taubaté, depois em cinemas de várias outras ciadades. E também dirigiu shows de Clementina de Jesus, Baden Powell, escreveu música para balé - e assim por diante. No entanto, nos anos 80, deixou a música em segundo plano. Foi depois que criou um curso multimídia chamado Ver/Ouvir, um panorama comparativo das artes. Mudou-se para Teresópolis. Uma chuva de verão derrubou sua casa e destruiu centenas de partituras.

Desde o fim dos anos 80, Geny mora, outra vez, em Taubaté. Dá cursos de artes plásticas e música, escreve poesia (publicou, em 1988, Romãs no Inverno, pela Massao Ohno) e compõe. "Quando escolho um tema para trabalhar, na música ou na pintura, quero esgotá-lo", diz, feliz, em seu jardim, onde o tempo, parece, não se esgota.

O Estado de S.Paulo - Mauro Dias - 2002 - disponivel em http://www.mariabethania.hpg.ig.com.br

Geny Marcondes faleceu em 30 de janeiro de 2011.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Biografia: Paul Klee




Paul Klee nasceu em 18 de dezembro de 1879 em Münchenbuchsee, perto de Berna, na Suíça. Quando garoto, adorava ouvir os contos de fadas de sua avó, muitos dos quais ela mesma ilustrava. Logo se interessou por desenhar e pintar - mas sempre fantasia, nunca a partir da natureza. A morte de sua avó, quando ele tinha apenas cinco anos de idade, foi um golpe triste; sentiu-se "abandonado, um artista órfão".

Klee desenhava constantemente - em geral trabalhos fantásticos e satíricos nas margens de seus livros de exercícios. Nas férias, começava a desenhar paisagens a lápis com esmerada exatidão e sombreado sutil.

Em setembro de 1898, beirando os 19 anos, ele partiu para Munique para estudar arte. Apresentou-se na Academia, mas foi aconselhado a freqüentar primeiro um escola de arte particular. Klee juntou à escola Knirr e produziu vários nus e retratos. Conheceu Lily Stumpf, uma pianista, no outono de 1899, e suas afeições tornaram-se arraigadas. No entanto, só se casariam alguns anos depois.

Os primeiros passos em direção ao movimento que mais tarde ficaria conhecido como Expressionismo foram dados nesta época. É notável que as paisagens de Klee mudaram, perdendo sua objetividade e tornando-se mais monumentais e românticas.
No outono de 1901, Klee foi para a Itália com o escultor Hermann Haller. Viajaram para Gênova, Nápoles, Roma e Florença. A viagem foi uma revelação. Naturalmente, Klee explorou os tesouros artísticos da Itália. Ficou impressionado com os mosaicos do começo da arte cristã, com a arquitetura renascentista e os trabalhos de Michelangelo. Também foi fortemente influenciado pelo gótico internacional, como o manifestado por Fra Angelico. Durante esta viagem, além da forte influência visual e estética da pintura italiana, passou por um profunda revisão de todas as suas crenças e teorias sobre arte.

Klee não retornou a Munique, mas voltou para Berna. Trabalhou duro para completar seus estudos, o que culminou em uma série de quinze gravuras satíricas a água-forte, altamente detalhadas. De vez em quando ele visitava Munique, e durante uma dessas viagens, em 1904, encontrou os trabalhos de Beardsley, Blake, Goya e Ensor. A influência de Goya, em particular, foi extremamente forte.

Em outubro de 1906, Klee retornou mais uma vez a Munique para se casar com Lily Stumpf. Um filho, Felix, nasceu em novembro de 1907. Neste estágio, sua carreira, como as de muitos artistas, era uma mistura de "sucessos" e "fracassos". Durante este período, sua fascinação de toda a vida por linha e tonalidade foi consolidada. Isto é particularmente aparente nas 25 ilustrações que ele fez para Candide, de Voltaire, em 1911 e 1912. Neste ínterim, 56 dos seus trabalhos foram expostos no Berne Museum, na Kunsthaus, de Zurique, e em uma galeria em Winterthur. Em 1911, ele conheceu Kandinsky e outros artistas do grupo chamado Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). Klee acreditava que eles compartilhavam um impulso profundamente arraigado para transformar a natureza em um equivalente do mundo espiritual e pictórico.

Um encontro ainda mais marcante, com Robert Delaunay, aconteceu em Paris, em abril de 1912. Delaunay dava uma importância igual e independente a cor, luz e movimento em seus trabalhos.
Em resumo, Klee, nesta época, estava em contato com a maioria dos artistas experimentais da Europa Ocidental, muitos dos quais profundamente interessados na questão da cor. Esta preocupação foi fomentada em uma curta viagem à Tunísia em 1914. Cores brilhantes e luz forte cristalizavam as idéias de Klee sobre cor e tonalidades.
Depois, a vida foi interrompida pela Primeira Guerra Mundial, durante a qual Klee serviu como oficial. Embora tenha produzido alguns trabalhos durante a guerra, ele não começou a pintar seriamente até 1918. Nesta época já estava ficando bem conhecido. Em 1919 assinou um contrato com Goltz, o comerciante de arte que atuou como patrono de uma grande exposição dos trabalhos de Klee em 1920.

Em 25 de novembro de 1920, o arquiteto Walter Gropius convidou-o para juntar-se ao grupo Bauhaus. Então, em 1921, Klee mudou-se de Munique para Weimar para assumir seu papel de mestre de forma na oficina de artefatos de vidro. Na década seguinte, Klee lecionaria nos institutos de Weimar e Dessou Bauhaus.

Além do aumento do reconhecimento e de várias exposições na Europa, o trabalho de Klee atravessou o Atlântico e foi exibido em Nova York, pela primeira vez, em 1924. Em 1931, o pintor deixou a Bauhaus e foi nomeado para a Düsseldorf Academy. A Bauhaus, nesta época, foi forçada pelos nazistas a deixar Dessau e a se estabelecer em Berlim. Em 1932, Klee foi violentamente atacado pelos nazistas e, próximo ao Natal daquele ano, retornou a Berna, onde desenvolveu sua fase artística derradeira, baseada em um desejo pro simplicidade. Agora ele também se encontrava perto da pobreza, pois seus recursos financeiros na Alemanha haviam sido confiscados.

Seus trabalhos desse período são muito mais amplos, com uma boa qualidade linear e traços geométricos em negrito. Em 1934, aconteceu sua primeira exposição inglesa, e uma ampla retrospectiva foi apresentada em Berna em 1935. No mesmo ano, ele desenvolveu os primeiros sintomas de câncer de pele. Por algum tempo sofreu de depressão, resultante de sua doença, mas, em 1937, retornou o trabalho com ímpeto e energia fenomenais. Enquanto isso, na Alemanha, alguns de seus trabalhos foram expostos em uma "exibição de arte degenerada", e mais adiante 102 deles seriam confiscados de coleções públicas.

Em 10 de maio de 1940, Klee foi acolhido por um sanatório perto de Locarno e, menos de um mês depois, transferido para a clínica Sant'Agnese. Morreu em 28 de junho do mesmo ano.
Klee experimentou a mistura de meios artístcos, usando aquarela e pintura a óleo ou tinta, cola e verniz, por exemplo. No entanto, nem sempre é possível especificar o meio utilizado em alguns trabalhos.
Disponivel em: Pintores Famosos

terça-feira, 21 de abril de 2009

Biografia: ARQUIMEDES


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ARQUIMEDES - 287ac à 212ac


Arquimedes, filho de um astrônomo, foi o maior cientista e matemático da antiguidade. Estudou em Alexandria, onde seu professor Cônon havia sido, em seu tempo, aluno de Euclides. Regressou a sua cidade natal, provavelmente por causa das suas boas relações com o rei de Siracusa, Hierão II. Hierão pediu ao seu brilhante amigo para determinar se uma coroa, que havia acabado de receber do ourives, era realmente de ouro, como deveria ser, ou se tratava de uma liga de prata. Arquimedes foi intimado a realizar suas determinações sem estragar a coroa. O físico não atinava como proceder até que um belo dia, entrando em uma banheira cheia, notou que a água transbordava. Repentinamente ocorreu-lhe que a quantidade de água transbordada era igual em volume à parte do corpo nela mergulhada. Raciocinou então que, se mergulhasse a coroa na água, poderia determinar seu volume pela subida do liquido. Poderia mais ainda: comparar este dado com o volume de um pedaço de ouro de igual peso. Se os volumes fossem iguais, a coroa seria de ouro puro. Se a coroa fosse feita de uma liga de prata (mais volumosa que o ouro), teria um volume maior.Excitado ao mais alto grau pela sua descoberta do princípio de flutuabilidade, Arquimedes pulou para fora da banheira, e, completamente nu, correu pelas ruas de Siracusa até o palácio real aos gritos de Achei! Achei! (É preciso salientar que a nudez não perturbava tanto os gregos quanto a nós). Como Arquimedes falava grego, o que disse foi Eureka! Eureka! Esta expressão é usada desde então como exclamação apropriada ao prenúncio de uma descoberta. (A conclusão da história é de que a coroa incluía certa percentagem de prata, tendo sido o ourives executado). Arquimedes também desenvolveu o princípio da alavanca. Demonstrou que um pequeno peso situado a uma certa distância do ponto de apoio da alavanca pode contrabalançar um peso maior situado mais perto, sendo assim peso e distância inversamente proporcionais. O principio da alavanca explica por que um grande bloco de pedra pode ser levantado por um pé de cabra. Também calculou o valor de pi, obtendo um resultado melhor do que qualquer outro até então obtido no mundo clássico.Demonstrou que o valor real se encontrava entre 223/71 e 220/70. Usou para esse fim o método que consiste em calcular as circunferências e os diâmetros de polígonos traçados dentro e fora do círculo. Ao acrescentarem-se lados ao polígono, este se aproxima cada vez mais do círculo, em tamanho e área. Poderíamos considerar que dois mil anos antes de Newton, este brilhante homem foi precursor do Cálculo Diferencial e Integral. Mas Arquimedes não terminou os seus dias em paz. Sua fama maior é a de guerreiro. Hierão II mantinha um tratado de aliança com Roma e ele se manteve fiel. Após a sua morte, seu neto, Jerônimo, tomou o poder. Roma sofreu sua pior derrota em Canas e, durante certo tempo, pareceu prestes a ser esmagada, Jerônimo, desejoso de permanecer ao lado do vencedor aliou-se a Cartago. Mas os romanos ainda não estavam vencidos. Enviaram uma frota sob o comando do General Marcelo, contra Siracusa, dando inicio então a uma guerra de três anos, a que moveu a frota romana contra um único homem, Arquimedes.Segundo a tradição, os romanos teriam tomado a cidade rapidamente, não fossem as armas engenhosas inventada pelo grande cientista. Teria construído grandes lentes destinadas a incendiar a frota, guindastes mecânicos para levantar os navios e vira-los de cabeça para baixo, etc. Ao fim da história, parece que os romanos não se atreviam a se aproximar dos muros da cidade, fugindo ao menor fio que sobre eles surgisse convencido que o temível Arquimedes os estava destruindo com invenções novas e monstruosas. Durante o saque da cidade, Arquimedes, com um soberbo e erudito desdém para com a realidade, entregou-se a um problema matemático. Um soldado romano encontrou-o inclinado sobre uma figura geométrica desenhada na areia e ordenou-lhe que o acompanhasse. Arquimedes apenas respondeu por gestos: "Não perturbe meus círculos!”. O soldado romano, aparentemente um homem prático, sem tempo para brincar, matou Arquimedes e seguiu em frente. Marcelo, que havia dado ordens para capturar Arquimedes com vida e para tratá-lo com distinção, lamentou sua morte e ordenou funeral condigno, tratando os parentes do grande homem com relativa suavidade.



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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Reconhecer um estudante de arquitetura


No link vc pode baixar para rodar no celular, com extensão 3GP.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Oscar Niemeyer - Sobre os seus impressionantes 100 anos de vida...















O blog Obvious, um olhar mais demorado... postou sobre o arquiteto, vale visitar...

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