domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Tensoestruturas
Indicados para grandes vãos livres, tecidos técnicos mostram ser boa solução para resolver aspectos funcionais, estéticos e estruturais
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"O uso moderno das tensoestruturas é bem recente, foi o último tipo de sistema que aprendemos a calcular. Até cerca de três décadas atrás, havia alguns cálculos analíticos, mas eram para formas muito limitadas, como conóide hiperbólico, por exemplo. Não se sabia calcular outras formas. Mas, paradoxalmente, as tensoestruturas são um dos sistemas mais antigos", conta Ruy Marcelo de Oliveira Pauletti, professor do Departamento de Engenharia de Estruturas e Fundações da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), em referência à utilização desse tipo de estrutura há mais de 2 mil anos por povos nômades do Saara, Arábia e Irã, que montavam abrigos desmontáveis com peles de animais, e, posteriormente, pelos romanos, que cobriam teatros e anfiteatros com tecidos feitos de velaria.
As estruturas tensionadas são basicamente compostas por três elementos: membranas, estruturas metálicas (em forma de mastros e masteletes) e cabos de borda. Todos têm a característica de serem portantes, participando ativamente da composição estrutural. "Este tipo de sistema estrutural compreende sistemas de cabos e membranas, materiais flexíveis que devem assumir formas específicas para equilibrar as forças sem flexão. É isso que dá essas características sempre curvas às coberturas, porque para se ter um carregamento transversal, seja de peso ou de vento, a membrana tem que assumir uma curvatura", explica Pauletti.
Boa opção também para construções temporárias, estrutura tensionada foi utilizada para o palco do Rock in Rio, em 2000, que tinha 88 m de diâmetro e 46 m de altura e utilizou 200 t de aço e 11 km de membrana
Tipos de membranas e suas características
As membranas usadas nas estruturas tensionadas são conhecidas como tecidos técnicos e incorporam propriedades especiais. No Brasil, as mantas mais utilizadas são as de tecido composto por fios de poliéster revestido com PVC.
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O conforto térmico e acústico das construções pode ser alcançado também por meio de soluções de projeto, já que a própria concepção das tensoestruturas sugere formas abertas. Execução de lanternins do tipo chapéu, ventilação cruzada e redução das reflexões internas melhoram o desempenho desses espaços. Uma solução comum é criar o efeito chaminé, que, em razão da diferença de pressão do ar, provoca renovação contínua, favorecendo o conforto térmico. Mas, além de protegerem do sol e da chuva, as membranas, dotadas de transparência, permitem a passagem da luz natural, de maneira difusa, promovendo um ambiente agradável com economia de energia. As membranas de poliéster/PVC conseguem coeficientes de transmissão de luz que variam de 3% a 20%.
Vale lembrar que o próprio formato da cobertura pode favorecer a acústica e o desempenho térmico do local. "Por exemplo, em termos de acústica, se a cobertura for usada para um palco, ela pode ter uma concavidade para o som ir e voltar", lembra Rita Bose, engenheira civil e sócia da Tecno Staff Engenharia e Estruturas. "Mas, em casos especiais, há soluções técnicas também. Uma delas é a colocação de uma membrana perfurada para acústica. Quanto ao conforto térmico, pode-se fazer o jateamento de poliuretano na membrana ou até mesmo colar uma membrana de poliuretano na cobertura", completa.
| Terraço do Paddock do Autódromo de Interlagos, em São Paulo, é coberto por estrutura tensionada com 5,25 mil m² de tecido |
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Loft
quarta-feira, 23 de março de 2011
Criatividade e Projeto

O processo projetual em arquitetura
O processo projetual envolve uma ampla gama de variáveis, as quais podem ser caracterizadas em dois grandes grupos como internas e externas. Os aspectos relativos aos indivíduos (conhecimento, experiências, habilidades, etc.) compõem o primeiro grupo e aqueles referentes ao contexto (programa de necessidades, legislação, condições físico-ambientais, tecnológicas e sócio-econômicas-culturais) determinam o grupo das variáveis externas. Evidentemente essa separação não é estanque e nos serve apenas do ponto de vista metodológico para análise do processo de projetação, do seu desenvolvimento e condicionantes. Ambos os aspectos configuram uma imbricada relação cuja mediação se dá através das tecnologias empregadas na progressão das etapas da projetação.
Entendemos, portanto, o processo projetual ou de projetação como concepção, validação, desenvolvimento e formalização do espaço arquitetônico, através da interação entre o(s) arquiteto(s) e a idéia, configurada em objeto por meio da representação gráfica - desenhos - e/ou física - maquetes. (Silva, 1987; Borges, 1998)
domingo, 13 de março de 2011
Livros para baixar!
- Autodesk AutoCad 2012 (32/64bit)
- Revistas IDFX 2010 Full Collection
- Revista Canadian Architect - February 2011
- Revista Blueprint March 2011
- Revista Blueprint January 2011
- Revista Construction Today February 2011
- Revista Contract January/February 2011
- Livro Omni. Apartmets & stores
- Livro The Provisional City: Los Angeles Stories of Architecture and Urbanism
- Livro Modelling of Corroding Concrete Structures
- Revistas Architect 2010 Full Collection
- Revista Building Innovations - Winter/Spring 2011
- Revista Concept for Living - March 2011
- Revistas Interiors Monthly - 2010 Full Year Collection
- Revista Qualified Remodeler February 2011
- Revista Qualified Remodeler January 2011
- Livro Beyond Modernist Masters: Contemporary Architecture in Latin America
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Clássicos da Arquitetura: Cemitério de San Cataldo por Aldo Rossi
Aldo Rossi, arquiteto de Milão, é conhecido por seu trabalho intelectual, seus desenhos e obras de arquitetura. Seu desejo de criar construções que refletem seus pensamentos e teóricos sociais, é visto na maioria de suas obras, se não em todas. O cemitério de São Cataldo é uma de suas obras mais representativas e um exemplo claro disso.
A terra sobre a qual construir o projeto, tinha sido anos atrás, a casa de um antigo cemitério pelo arquiteto César Costa. Esse cemitério foi construído em meados da década de 1800, deixando uma vasta gama esculpida à mão estátuas e lápides de pedra.
A passagem do tempo, os traços de morte, e a história que manteve o lugar de um século atrás, são transformados em caminho analógico Rosi introduzidas no projecto do cemitério, “The House of the Dead”.
Rossi acredita na representação de tipos, pois neles está contido muito do conhecimento de arquitetura através da história. (Suas idéias são melhor refletidas no livro “Arquitetura da Cidade”, 1966). A partir dessa idéia e em combinação com referências aos cemitérios judaicos na costa construído no século XIX, criou o projeto de San Cataldo, em colaboração com Gianni Braghieri, ganhou a competição em 1972.
Em 1976, a proposta foi analisada antes de iniciar a construção em 1978. O prédio laranja vívido, que é apenas uma parte das intenções originais já haviam sido construídas. Para este ano, Rossi sofre um acidente de carro, e depois de ser hospitalizado por um longo tempo, começa a teorizar sobre a estrutura do corpo.
Seus pensamentos foram traduzidos para sua proposta por escrito, “a questão do fragmento na arquitetura é muito importante, pois pode ser que apenas as ruínas, expressam um fato completo … eu estou pensando de uma unidade ou um sistema, composto exclusivamente por remontagem dos fragmentos. “
Ao olhar para os dois cemitérios mencionado acima, Rossi assumiu a fragmentos de composição formal encontradas dentro de cada um deles, transformando ou reduzindo elementos específicos para ser representado no seu próprio plano.
Para definir o lugar, Rossi usou um muro semelhante ao encontrado no cemitério da costa. “The House of the Dead” é um grande bloco com uma série de perfurações. É desprovido de janelas e telhado. Semelhante ao rastros deixados por um antigo prédio em ruínas. Depois dele, há uma seqüência de paralelepípedos, que estão aumentando sua altura, em um triangular. Como costelas fragmentadas, sem coluna central. A composição termina em um grande cone, que contém o túmulo.
O cemitério de Aldo Rossi, sem tetos, pisos, janelas ou portas, são aberturas simples podem adquirir os diferentes usos. Esteticamente, algumas pessoas podem achar isso mais ou menos atraente, mas importante é que aqui, o arquiteto milanês consegue encontrar uma maneira de fazer arquitetura metafísica, onde o visitante é confrontado com a idéia da morte inevitável.
Arquiteto: Aldo Rossi
Localização: Modena, Itália
Ano: 1971
Fotografias: Flickr: username-guiba6, Flickr: username- miscellamyous, Flickr: username- olga s, MoMa, madrid2008-09.blogspot.com
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